A Viagem À Quinta DE SERRALVES

A nossa viagem à Quinta de Serralves foi muito divertida. Aprendemos várias coisas novas sobre os animais da quinta. Todos os animais da quinta eram interessantes, elegantes e bonitos, era como se vivêssemos lá. Descobrimos que a maior parte, se não todos, dos herbívoros têm um espaço entre os dentes da frente e de trás, que se chama barra ou diastema. Para além desta palavra aprendemos muitas outras palavras bastante longas e complicadas. Soubemos que os burros, quando nascem, são tão felpudos que parecem pompons andantes. Os burros e os cavalos são igualmente bonitos, mas de forma diferente. O cavalo é como um rei imponente, gracioso, enfim, um verdadeiro cavalheiro. O burro é aquele que, incansavelmente, nos ajuda e nos acompanha, embora também tenha os seus pequenos caprichos. Quando nos mostraram o coelho tivemos pena dele, pois, ao o olharmos, vimos que ele se sentia enormemente assustado. Ele tentava fugir em vão. O nosso simpático guia agarrava-o firmemente, embora por uma boa causa. Mas, passado algum tempo tinha-se habituado a nós e percebido que não valia a pena fugir. O cordeiro igualmente tentou fugir. Também chamava incansavelmente pela sua mãe, que também o chamava e se aproximava de nós para tentar salvar o seu filho, mas, infelizmente, havia uma cerca a separá-la da sua cria. Ao contrário do coelho este não se habituou a nós. Adorámos ver os patos nadarem no seu pequeno lago e a voarem por cima do jardim. Tal como o cordeiro, os patos têm um óleo impermeável de baixo das asas que, quando querem nadar, tiram com o bico e esfregam-no no seu corpo de maneira a que a água não se infiltre nas suas penas para eles poderem voar. Nos patos, tal como na maior parte das aves, o macho é o mais colorido de forma a seduzir a fêmea. A técnica de voo dos patos é parecidíssima com a maneira dos aviões levantarem voo. Para dizer a verdade os aviões é que imitam os patos. Quando fomos estudar as vacas toda a gente pensava que elas eram bois apenas porque os seus chifres eram enormes. O nosso guia apressou-se a explicar-nos que o tamanho dos chifres não tem nada a ver com o género. Tudo isso tem a ver com a raça. Também nos contaram que as vacas têm seis estômagos e, quando estão a pastar, conseguem comer muito depressa pois não precisam de mastigar. A comida, ao ser engolida, passa para um compartimento dentro da vaca onde fica armazenada até que a vaca pare de pastar e se vá deitar. Aí, com os músculos da barriga, a vaca empurra a comida de volta à boca para a mastigar. A esse processo chama-se ruminação.

Para além dos animais grandes falámos de insetos, em especial as abelhas. A única abelha que pode procriar em toda a colmeia é a rainha. A rainha é bastante maior do que as outras abelhas e toda a colmeia vive sempre a trabalhar sem dormir nem descansar para alimentar a rainha. Esse costume é parecidíssimo com o das formigas. Tal como os patos, as abelhas são ovíparos (que põem ovos)  mas, ao contrário dos patos, ao saírem do ovo, os bebés não nascem na forma adulta. Têm de passar por um processo bastante longo onde começam por ser larvas e, com o passar dos tempos, passam por muitas outras formas. Foi com grande tristeza que nos fomos embora. O tempo passou a correr.

 

Este texto foi escrito por: António Castro e Pedro Monjardino 6b

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