1969-1979

Os anos 70: Mudanças

 Até 1971 o alargamento do Colégio Alemão do Porto até “instituição completa” estava concluído. As primeiras 8 alunas fizeram com sucesso, em Junho de 1971, o exame final (“Reifeprüfung”), 7 das quais fizeram a admissão à Universidade de Coimbra com êxito, sendo dispensadas do exame oral.

No mesmo ano, ao Colégio Alemão do Porto, através de uma intensiva dedicação do Conselho de Administração do Colégio, foi reconhecida a equiparação, como único colégio estrangeiro em Portugal, de forma a haver uma equivalência a liceus estatais portugueses. Agora o exame final concedia já aos alunos o direito de frequentar uma universidade em Portugal ou na República Federal da Alemanha. Dado que o longo tempo do serviço militar em Portugal ia contra a permanência dos rapazes portugueses nos 3 anos de ensino complementar do Colégio Alemão, foi possível. a 15 de Junho de 1976, junto das autoridades alemãs, uma redução dos anos letivos para 12 anos; até ai só havia alunas para além da 10ª classe.

O KMK reconhece ao colégio, em decreto de Março de 1973, o estatuto de um “colégio alemão no estrangeiro, que conduz à “Reifeprüfung”, de forma que o Colégio Alemão do Porto pertencia, na altura, a um círculo restrito de menos de 20 escolas estrangeiras da República Federal da Alemanha que poderia usar esse predicado. No ano lectivo de 1974/75 um aluno do Colégio – Hernâni Schwinghammer Leite de Faria – obtem pela 1ª vez uma bolsa da DAAD – Serviço de Intercâmbio Académico Alemão.

A queda do regime vigente em Portugal a 25 de Abril de 1974 causou também problemas ao Colégio Alemão do Porto; como vantagem serviu certamente a circunstância de o colégio ser mantido por uma Alemanha democrática, que nada tinha em comum com a ordem política derrubada. O colégio concentrou-se, durante as confusões políticas, totalmente no seu trabalho docente e educativo. O facto de o movimento revolucionário no país e a situação de desordem e insegurança fazerem paragem em frente ao portão do colégio promoveu a fama do Colégio Alemão.

Em 1974, pela primeira vez, o Colégio Alemão do Porto foi visitado por um diretor da em 1969 fundada ZfA – Zentralstelle für das Auslandsschulwesen – em Colónia, Sr. E. Onnen. Na primária, todos os alunos portugueses recebem aulas de alemão como língua estrangeira, através do manual “Vorwärts International”, elaborado pela Nuffield Foundation em Southampton / Grã-Bretanha. No final do 4º ano da primária, as 3 classes existentes teriam que dar lugar a 2 quintas classes do liceu. Para isso teve de se conceber um novo critério de escolha, que já não só tinha em conta os resultados do dia do exame, mas que fazia uma avaliação contínua dos conhecimentos do aluno durante a 4º classe. Até à 8ª classe, as aulas de alemão eram ministradas em separado, com alunos a ter alemão como língua materna (DaM) ou alemão como Iíngua estrangeira (DaF).

Em 1976 o Colégio Alemão do Porto festejou o Jubileu dos 75 anos da sua fundação. Por esse motivo, teve lugar no salão de festas do Colégio, no dia 18 de Novembro, um concerto de alunos. No dia 19 de Novembro teve lugar uma cerimónia ecuménica na sala de música e à tarde uma exposição no átrio de documentos alusivos à história do Colégio: no dia 20 de Novembro uma festa no recreio e um ato festivo no salão de festas. Entre os convidados de honra encontravam-se o embaixador da República Federal da Alemanha em Portugal, Prof. Dr. Caspari e o Diretor da Zfa – Zentralstelle für das Auslandsschulwesen, Dr. Becker.

A Administração do Colégio e o corpo docente começaram, nos finais dos anos 70, a pensar no futuro do Colégio, de forma a haver 2 turmas por cada ano, dado que o grande número de alunos da primária com capacidades para passar à 5ª classe ia aumentando. Simultaneamente, corpo docente e administração começaram a preocupar-se, juntamente com o recém-criado (em Novembro de 1979) Conselho Escolar de Pais, com vista a uma “Orientierungsstufe” para as 5ª e 6ª classes. A Zfa deferiu o pedido.,com a condição de, após a 6ª classe, o Colégio continuar a ter no liceu apenas uma turma por ano. Assim se ganhou tempo para poder observar os alunos, de forma a que aqueles que fossem especialmente sobrecarregados pelo ensino bilingue pudessem ser encaminhados para o Goethe-Institut ou para liceus portugueses. Foram tomadas medidas relacionadas com as obras, resolvendo nos finais da década o problema de admissão de mais candidatos ao liceu.

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